Zé Renato Rodrigues é cantor, compositor e humorista. Nascido em Urupês, interior paulista, aos 4 anos seus pais se mudaram para o campo, então, viveu sua infância e adolescência na vida rural. Menino simples, em meio aos violeiros, desde criança começou a compor suas canções sertanejas e tocar violão. Aos 9 anos escreveu um romance título “O fim de um Bandido”. Mas nunca foi revisado e nem publicado. Aos 9 anos também escreveu sua primeira composição por título: “Gruta do Encontro Sagrado”. Composição que nunca foi gravada. Mas, no ano de 1976, a música foi interpretada pela dupla sertaneja Chico Amado & Xodó, que também ainda eram garotos, em um programa de auditório que acontecia aos domingos na Rádio AM – Vale do Tietê – Novo Horizonte – (SP).

Zé Renato, muito cedo participava de cantorias nas festas juninas, nas danças que aconteciam nos quintais das casas, com cobertura de folhas de coqueiro, mais popular baile de barraca. Também, após o término dos terços, cultura religiosa do homem camponês, Zé Renato estava sempre presente, entoando suas canções entre às comunidades camponesas.

Incentivado por amigos e fãs, aos 17 anos, fez sua primeira apresentação no palco de uma TV – canal 8 Rede Record – São José do Rio Preto -(SP), no programa que se intitulava “Luar do Sertão”. Em 1982, com um velho violão nos ombros e uma pequena mala na mão, de carona em um caminhão, Zé Renato se aventurou a conhecer São Paulo, em busca da carreira artística. Passou a frequentar o bar conhecido como Café dos Artistas – Largo do Paissandu, local que era muito frequentado pelos artistas. Ao fazer amizade chegou até a Biroska – Rua: Canuto do Val nº 09 – Santa Cecília – atualmente, A Casa dos Artistas. E foi lá que cantou pela primeira vez nas noites Paulistanas. E foi nessa casa também que nasceu o pseudônimo Zé Renato.   O artista muito sofreu. Em decorrência de não ter familiares em São Paulo, e o que ganhava cantando noturnamente não era o suficiente para cobrir os custos, acabou tendo que morar no banco da Praça Paraíso, por 40 noites. O que gerou um documentário por título DESTINO  SOBERANO, média metragem com 52:42. Uma produção do jornalista e documentarista Marivaldo Jardim. E foi lançado no Cine Olido – São Paulo, em 18 de fevereiro de 2016. Confira o documentário, link: https://www.youtube.com/watch?v=8GoHxrB4Y1I&t=3s

Depois que Zé Renato gravou sua primeira composição, com a dupla sertaneja Pedro Bento & Zé da Estrada, pela antiga gravadora Chantecler, abriu caminho para sua primeira apresentação na TV Cultura, programa Viola Minha Viola, sendo apresentado pela saudosa Inezita Barroso. Então, sua apresentação na TV Cultura deu rumo ao universo do circo. Zé Renato ainda chegou a trabalhar em circo. Tempos em que os pavilhões já estavam com seus dias contados no cenário sertanejo. Ou seja, a extinção do circo, a transferência de um público sertanejo para os grandes recintos de festa do peão de boiadeiro e exposições de agropecuárias.

Em 2000, Zé Renato já estava residindo em Catanduva – (SP), depois de concluir o curso de radialista pelo SENAC, se aventurou ser apresentador de um programa de rádio. O que deu certo. Apresentou por 4 anos na emissora Nova Voz AM 610 khz – Grupo Gerson Gabas de Comunicação. No programa bem raiz “Pelas Estradas do Sertão”, Zé Renato criou um quadro “Momentos de Riso”, reservado para o humor. Apresentava a FAMIA TRAPAIADA, personagem de sua criação. Através do destaque no rádio Zé Renato foi convidado pela direção de Eventos Culturais do SESC de Catanduva para apresentar o projeto “Dois e a Viola”. Assim interagia com o público explorando do humor de seus personagens. O projeto difundia a cultura regional de músicos sertanejos e permaneceu com sucesso durante o tempo do projeto, um ano. Em 2008, Zé Renato ao migrar para o estilo de música raiz pantaneira, lançou um Mix com 2 faixas, por título Triste Sertão. Sendo lançado no Julinão do SESC de Catanduva – (SP).

Entre tantos eventos, sempre acompanhado com sua viola e o violão, um destaque para alguns shows, como, o projeto Sertão no Centro, no CCSP – (Centro Cultural São Paulo) – Sala Adoniran Barbosa. Mas foi na UNIP – (Universidade Paulista),  que em 2011, no palco de um auditório acadêmico, começa nascer o estilo de um violeiro solitário. Quando se apresenta tocando viola, violão, cantando e  fazendo poemas. Como Zé Renato é amante da invenção, no Mercado Kinjo Yamato, projeto SESC – Sabores do Brasil, o cantor se apresentou caracterizado de frutas, legumes e cereais. Nascia aí uma nova vestimenta que soma às suas criatividades.

Em 2016, 8 anos após o Mix, Zé Renato incluiu as duas composições ao CD oficial, estilo que batizou de “Sertanejo Contemporâneo”, por ser uma mistura de raízes, o pantaneiro e o folk. O álbum ganhou o título: “A Saudade, a Viola e Eu”, contendo 11 faixas musicais. Como Zé Renato é amante da invenção, criou um show caboclo bem diferente. Onde inicia com cenas monológicas. É um show teatral, educativo e cultural.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Zé Renato é formado em jornalismo, pós-graduado em Jornalismo Cultural e mestrando em Comunicação – na área de Música, Mediação e Cultura das Mídias. É fissurado por escrever. Em 2012 foi convidado à participar de um livro coletânea de contos. O livro Palavra é Arte, que foi distribuído em escolas estaduais e bibliotecas, no qual participou com 7 contos. E em 2015 seu TCC – Trabalho de Conclusão do Curso de pós-graduação, contemplado com mérito foi inserido no livro coletânea do projeto Pimenta Cultural. O livro que contém 18 capítulos se intitula – “Horizontes Midiáticos – Aspectos da Comunicação na Era Digital”. Em 18 de março de 2016, o livro foi lançado na (ECA) – Escola de Comunicação e Artes – USP. Cujo tema é, A Modernização da Música Sertaneja – A Contribuição de Léo Canhoto & Robertinho para o Gênero. Ambos os livros podem ser encontrados em São Paulo, nas bibliotecas: Mario de Andrade e Sérgio Milliet – CCSP – (Centro Cultural São Paulo). E, ainda nos Bosques de Leitura pelos bairros da Capital. Também em eBook. Confira o livro pelo link: https://www.pimentacultural.com/horizontes